Sepultamento de pets em jazigos familiares

A sanção da lei pelo governador Tarcísio de Freitas, que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos e sepulturas familiares no estado de São Paulo,...

Nova lei em SP autoriza sepultamento de pets em jazigos familiares e amplia debate sobre luto e atuação veterinária

Medida sancionada por Tarcísio reforça vínculo afetivo e exige preparo emocional e técnico dos médicos-veterinários

A sanção da lei pelo governador Tarcísio de Freitas, que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos e sepulturas familiares no estado de São Paulo, marca um avanço no reconhecimento do papel dos animais na estrutura familiar e traz novos desafios para a Medicina Veterinária, especialmente no acolhimento do luto e na orientação ética e sanitária após a morte do animal.

A legislação permite que os animais sejam sepultados junto aos seus responsáveis, desde que sejam respeitadas as normas sanitárias e ambientais. Mais do que uma mudança legal, a medida evidencia uma transformação social: os pets deixaram de ser vistos apenas como animais de companhia e passaram a ocupar um lugar de vínculo emocional profundo.

Para o médico-veterinário Francis Flosi, diretor geral da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, a nova lei dialoga diretamente com a rotina clínica e com a formação profissional.

“O que você está sentindo é luto, e ele é legítimo.”

Segundo Flosi, o médico-veterinário é, muitas vezes, o profissional que acompanha o responsável pelo animal nos últimos momentos de vida do pet, sendo fundamental estar preparado não apenas tecnicamente, mas também emocionalmente para esse processo.

“O amor não termina com a morte. Ele muda de forma, vira memória — e memória também dói antes de aquecer.”

A partir da nova legislação, cresce a responsabilidade do médico-veterinário em orientar corretamente sobre procedimentos pós-óbito, respeitando critérios sanitários, legais e ambientais, além de oferecer acolhimento humano ao responsável pelo animal. Esse contexto amplia a discussão sobre humanização do atendimento veterinário, comunicação empática e saúde mental.

Atenta a essa realidade, a Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas oferece o curso “Luto pela Perda dos Pets”, que prepara médicos-veterinários, estudantes e profissionais da área para compreender e lidar com o processo de luto de forma ética, sensível e profissional. O curso aborda temas como reconhecimento do luto pet, cuidados paliativos, comunicação no fim da vida e estratégias de apoio emocional.

Para Flosi, iniciativas como essa são fundamentais diante das mudanças legais e sociais. “A Medicina Veterinária moderna exige profissionais preparados para cuidar da vida, mas também para lidar com a morte de forma digna, respeitosa e responsável”, destaca.

A nova lei, somada à formação especializada, reforça o papel do médico-veterinário como agente de saúde integral — atuando não apenas no cuidado animal, mas também no suporte emocional aos responsáveis e na construção de uma relação mais consciente entre pessoas, animais e sociedade.

“Os planos de Deus sempre terão um bom propósito, ainda que para o seu cumprimento o processo seja difícil”, finaliza o médico-veterinário.

🔗  Saiba mais do curso citado  https://www.qualittas.com.br/curso/luto-pela-perda-dos-pets

Francis Flosi, médico-veterinário e diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas

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